Com. de Rações para Cavalos-Onde a Crise Permitiu o Crescimento


Comércio de Rações para Cavalos – Onde a Crise Permitiu o Crescimento

Porte: MEI – Micro empreendedor Individual

Estabelecida: No Município de São José dos Pinhais/PR

Empresa que está atuando no mercado há cerca de 6 meses, com boa Carteira de Clientes, sendo  proprietários os irmãos Ana e Jorge. A empresa não tem funcionários.

Necessidade: A maior necessidade de Ana e Jorge é saber se podem ou não continuar sendo MEI, já que estão movimento por semana cerca de R$ 15.000,00 em compras de ração para atender seus clientes.

Dados do Diagnóstico:

Em abril de 2016, os irmãos Ana e Jorge nos procuraram para formalizar sua empresa, pretendem trabalhar com a venda de rações para animais, mais especificamente para cavalos de Haras. Por Jorge já ter trabalhado nos Haras por um bom tempo, percebeu que o fornecimento de ração para os cavalos é muito precário, normalmente os capatazes é que saiam para buscar ou solicitam que algum empregado o faça. E, normalmente os estabelecimentos comerciais desses produtos estão em centros distantes de onde se localizam os Haras, despendendo tempo e gastos extras. Descobriram com isso uma grande necessidade, o seu público alvo estava mapeado, dessa ideia surgiu o empreendimento.

Como o MEI é porta de entrada para se tornar empresário, abrimos a empresa para eles dentro dessa modalidade, no mês de abril/2016. Sendo que o MEI tem um limitador de faturamento de até R$ 60.000,00 para o ano todo, como estavam abrindo em abril, até o final do ano poderiam faturar até R$ 45.000,00, ou seja, (5.000,00 X 9 meses = 45.000,00). Imaginávamos que o negócio deles poderia realmente crescer, só não poderíamos prever que o crescimento seria tão fulminante, estamos no mês de setembro/2016, cerca de 6 meses após o início das atividades e eles compram semanalmente R$ 15.000,00 de ração para atender seus clientes.

Na verdade as compras devem se limitar a cerca de 80% do faturamento permitido mensalmente para o MEI, ou seja, poderiam comprar cerca de R$ 4.000,00 em produtos para revender, ou que nesse período, de abril até dezembro/2016, não ultrapassasse os R$ 36.000,00 (4.000,00 X 9 meses). Mas, hoje como estão comprando cerca de R$ 15.000,00 por semana em um mês e meio, já irão ultrapassar o valor permitido.

Muitos negócios quando se descobre exatamente o público alvo desde o inicio e se utiliza as estratégias de vendas apropriadas, podem explodir realmente. Eles entregam os seus produtos nos Haras, evitando que as pessoas precisem sair para comprá-las, aliado a isto, também disponibilizaram outros produtos que os clientes foram solicitando, como suplementos alimentares, vacinas, pomadas, enfim produtos correlatos aos animais que possuem. Vejam, os cavalos que são mantidos nos Haras, são de competições e outros são para lazer ou hobby, os proprietários desses animais são de poder aquisitivo alto, onde a crise que vivenciamos não afetou diretamente, daí o negócio decolou e se mantiverem a mesma qualidade na entrega e no atendimento aos seus clientes a tendência é crescer ainda mais.

Como já citamos o faturamento deles vem ultrapassando os enquadramentos para o MEI neste caso existem duas sugestões de acordo com a Legislação em vigor para apresentar a eles, que são:

 O MEI deverá comunicar seu desenquadramento obrigatório quando:

●     Exceder no ano o limite de faturamento bruto de R$ 60.000,00, devendo a comunicação ser efetuada até o último dia útil do mês posterior àquele em que tenha ocorrido o excesso, produzindo efeitos:

a) A partir de 1º de janeiro do ano calendário subsequente (ano seguinte) ao da ocorrência do excesso, na hipótese de não ter ultrapassado o referido limite em mais de 20%;

b) retroativamente a 1º de janeiro do ano calendário da ocorrência do excesso, na hipótese de ter ultrapassado o referido limite em mais de 20%.

O desenquadramento por opção poderá ser realizado a qualquer tempo, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro do ano calendário subsequente, salvo quando a comunicação for feita no mês de janeiro, quando os efeitos do desenquadramento dar-se-ão nesse mesmo ano calendário.

Como eles se enquadram no que diz o item “b”, caso queiram manter o mesmo CNPJ, vamos proceder ao desenquadramento no Portal do MEI e eles passam neste momento a pagar 4% de imposto sobre o valor do faturamento, sendo este retroativamente ao mês de abril/16 e em janeiro/16, o porte passa a ser Micro Empresa – ME, mantendo o mesmo CNPJ. Como estão no início, não vemos grandes prejuízos em fechar o MEI atual e abrir em seguida uma ME – Micro Empresa, o único prejuízo será que não poderão manter o mesmo CNPJ, mas como já formaram um bom vínculo com seus fornecedores, não vemos esta questão como um entrave para o negócio deles. Ana e Jorge decidiram por fechar o MEI e aderir ao porte de ME – Micro Empresa,  a grande preocupação deles é se nós vamos continuar assessorando. A nossa reposta não poderia ser outra a não ser “SIM”, o nosso apoio será mantido e com maior orgulho de ter podido fazer parte desse grande salto que a empresa deles deu.

Nossos aconselhamentos foram no sentido de não perderem o foco, manter o mesmo comprometimento, sempre observando as necessidades dos clientes e buscando atende-las, dentro de um padrão de qualidade, pois o cliente é aquele que melhor faz a propaganda de nossa empresa, sempre fiel e ainda divulga para os parentes, amigos e demais pessoas, a nossa empresa.

Nós do Meu Negócio Passo a Passo, estamos sempre à disposição para ajudar no aprimoramento e na condução de sua empresa. Pense nisso! Ninguém nasce sabendo. Busque quem possa ajudar de forma correta. Estamos na era do compartilhamento… compartilhar ideias, negócios bem sucedidos, trocar informações….

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